De tudo um pouco.

2004-07-27

E não se pode exterminá-los?  

Estou em férias no Norte da ALEMANHA : sol e chuva, e verde, verde, verde, veeeeeeeeeeeeerde, e os pássaros cantam silencio.Bastou uma viagem e um zapping na RTPI  para se me acabar o sossego; as viaturas cedidas pelo MAI para vigilancia das florestas!!! Como é que é possível? Quem celebrou aquele contrato de aluguer de Clios de passeio ? Quanto custa ao (Estado) locatário? Quem é e de quem é a locadora? Já alguém deu explicações? Já alguém as pediu? Parece ficção no género humor negro, mas é a realidade. E não se pode exterminá-los? E Monchique a arder...
|

2004-07-12

Outro sol que se pôs... 


http://blogueiral.blogspot.com/

A Maria de Lourdes Pintassilgo, um sol que se pôs, dedico este pôr-do-sol na minha terra-natal, Luanda, que tanto a fascinava.
|

2004-07-10

HIPOTÉTICA CARTA ABERTA A JORGE SAMPAIO ( LE DESERTEUR?) 

(Em 07/07/2004 escrevi este post que não cheguei a publicar. Mas aqui fica para a história deste inacreditável disparate político.)


Sr. Presidente ,

Escrevo-lhe esta carta na esperança de que V. Exa. a leia, se tiver tempo.

Não quero incomodá-lo, mas tenho que dizer-lhe isto : o 1º Ministro desertou daqueles que o elegeram, não deserte V. Exa. também do seu próprio eleitorado, e olhe que já está atrasado para a parada à qual deveria ter sido o primeiro a chegar.

V. Exa. sabe muito bem o que eles querem e como enganaram o eleitorado há dois anos:

Quando falavam de Europa, as pessoas que os ouviam pensavam na Europa de que sempre ouviram falar, que muitos ex-emigrantes conheceram, e onde Portugal nunca chegou. A Europa social-democrata, com segurança social para todos, com ensino público, saúde pública, com respeito pelas minorias e aberta ao Mundo. Perceberam agora que afinal lhes querem dar uma outra Europa, a do estúpido pacto de estabilidade, a Europa neo-liberal, das multi-nacionais cada vez menos, maiores e mais lucrativas.

Quando falavam de menos Estado, as pessoas pensavam em menos burocracia, mais descentralização, menos complicações, menos filas de espera.

Deram-lhes a privatização da saúde, com os hospitais S.A. e os seguros de saúde que querem impingir, abandonaram o ensino público e incentivaram o privado, a segurança social privada, destruíram o rendimento social mínimo, retiraram o salário aos trabalhadores que adoecem com as doenças vulgares.

Prometeram baixar o IRS. Mas baixaram o IRC e aumentaram o IVA, o que encareceu os preços finais em geral.

Prometeram paz social mas o que fizeram foi um código do trabalho que contém em si o gérmen da destruição da contratação colectiva e dos sindicatos.

Prometeram melhor justiça mas em vez disso começaram a privatizá-la com a reforma da acção executiva para permitir às empresas (ás grandes, porque as pequenas e médias estão em extinção) a cobrança mais rápida de créditos, mas transformando a penhora e todo o processo como empresas de cobranças difícies.

Para cumprirem o funesto pacto de estabilidade, conduzem à falência pequenas e médias empresas viáveis com penhoras fiscais por dívidas ridículas.

Deram força aos grandes grupos financeiros nacionais prometendo que as empresas destes se tornariam competitivas na Europa e no Mundo e isso traria mais emprego e riqueza a toda a gente (como, não explicaram). Mas os grandes grupos não só não se tornaram competitivos na Europa, como destroem dia a dia as pequenas e médias empresas, o pequeno comércio, de que vivem a maior parte dos portugueses. O que já vimos é que o desemprego não pára de subir e que os ainda empregados estão votados ao sub-emprego.

(Porque haveriam de investir para competir lá fora, se ainda tinham aqui concorrência para esmagar e mercado para aumentar os lucros?)

Deram facilidades às multi-nacionais com a desculpa de que sem cedências elas se deslocariam para Oriente e que se ficassem manteriam emprego. Mas as multi-nacionais, como os grandes grupos nacionais, destroem a produção nacional, tornam-nos dependentes dos seus produtos mais caros e levam os lucros para fora.

(E nós sabemos, e V. Exa. também, que de qualquer forma a deslocalização não seria assim tão dramática como elas ameaçavam. Ao fim e ao cabo, as populações do Oriente, que trabalham como escravas, ainda não têm capacidade de compra para lhes absorver a produção, pois não? E além disso sempre outras lhes tomariam o lugar, não é?)

Vimos, e V. Exa. não pode dizer que não viu, como nos garantiram que viram as provas das armas de destruição massiça de Sadam Hussein e como com isso nos convenceram de que era necessário e justo que apoiássemos a ocupação e a pilhagem do Iraque pelas tropas de G W Bush. E V. Exa. colaborou com eles…. Não está envergonhado Sr. Presidente? Não soube levantar a voz para fazer regressar a GNR?

Foi por tudo isto, Sr. Presidente, que votámos contra eles nas eleições para o parlamento europeu., para evitar que vão fazer para a Europa o que têm andado a fazer por aqui e com a secreta esperança de que perante tamanha derrota algo aconteceria. Não foi nenhum aviso. Se aqueles que votaram neles há dois anos tivessem querido dar-lhes outra oportunidade teriam votado neles outra vez até para os levar para a Europa. Não é óbvio Sr. Presidente?

Já vimos o suficiente para sabermos que é urgente detê-los.

Ao contrário do que eles agora afirmam, não há nada de bom para ver nascer desta política nos próximos dois anos. Eles não vão revogar o Código do Trabalho que aprovaram, não vão melhorar o ensino público, nem a saúde pública, nem baixar os impostos, nem elevar o nível de vida dos portugueses.

Muito pelo contrário: a continuidade e a estabilidade de que tanto falam significam continuar a privatizar a saúde e o ensino, fazer-nos pagar seguros de saúde, acabar de acabar com o subsídio de desemprego, com a garantia do rendimento na doença, com o subsídio de férias e com a pensão pública de reforma, e significa ainda a privatização da água e da Caixa Geral de Depósitos.

De outra forma, como vamos tornar-nos competitivos com a Tailândia e a Coreia como eles dizem que querem? Não diga que não os ouviu Sr. Presidente.

Seguir-se-ia, se os deixássemos, a alteração das regras da representatividade parlamentar para afastar os pequenos partidos, como o BE e o PCP.

Eles têm cumprido bem o mandato que lhes foi conferido pelos interesses económicos que servem, e têm tutores poderosos. Não me vai dizer que não reparou que adoptaram já em grande força a técnica americana de “troiar” os serviços públicos com quadros das grandes empresas…..

É esta estabilidade que quer Sr. Presidente? É isto que considera ser bom para todos os portugueses? Enganou-nos a todos também Sr. Presidente, quando se apresentou e se deixou apresentar como um pensador de esquerda (ao menos pensador)?

Sabe bem que não foi para isso que o elegemos. Foi para nos defender disto!

É a nós Sr. Presidente que V. Exa. deve fidelidade, não à direita do país nem à direita do saco de gatos que é o seu partido.

Supra-partidário, como deve ser um Presidente, não quer dizer apolítico nem supra-político. V. Exa. foi eleito por ser de esquerda e não apesar de ser de esquerda.

Não tem o direito de desertar Sr. Presidente. E porque nada lhe devemos, e V. Exa. nos deve o seu cargo, exigimos: Porte-se como um homenzinho, deixe-se de choraminguices piegas e cumpra o mandato que lhe conferimos.

Queremos eleições antecipadas!!!

E despache-se Sr. Presidente, já lhes deu muita margem para manobras! A posse do Director-Geral dos Impostos parecia a transferência de poderes no Iraque, dos EUA para o governo-fantoche!

Se não quiser ficar na História no mesmo saco em que já está o Conde Andeiro.

Maria Severa Eusébio de Fátima.
|

QUAL É O SEU RABO DE PALHA SR. PRESIDENTE? 

Quase tive pena de si Sr. Presidente, mas o seu discurso foi tão cabotino, que o desprezo foi mais forte.

Porque é que, dando-lhe a Constituição o poder de fazer a análise política de esquerda ou de direita que entendesse, optou por uma análise se direita?

Como pode o Sr. Presidente dizer que as políticas (económica, orçamental, da defesa, da justiça, como o sr. fez questão de frisar)foram "sufragadas" pela maioria nas últimas eleições legislativas? Ouviu o PSD/PP prometer a instabilidade no emprego, o fim da contratação colectiva, a civelização do direito do trabalho, a desregulamentação do trabalho temporário, o corte do salário na doença, as privatizações da saúde, do ensino e da água (e as que se seguirão), a colaboração com Bush numa invasão e numa ocupação com pretextos fraudulentos, o apoio a outro gangster como Berlusconi, a privatização das funções judiciais no processo executivo (e as que se seguirão, sabe-se lá quais), o novo regime do contrato de trabalho na função pública, e tantos outros diplomas que o Sr. promulgou sem pestanejar???

Eu sei que não ouviu, e tenho a certeza que o sr. também sabe.

Eu não acredito que o Sr. não tenha percebido que foi exactamente contra todas estas políticas que a esmagadora maioria dos eleitores votou nas eleições europeias.

Não acredito que não tenha percebido que aquela esmagadora maioria não quis que as estas mesmas políticas fossem praticadas pelos seus representantes na Europa.

Não acredito que não tenha percebido, como a maioria dos eleitores sem dúvida percebeu, que a extrema-direita tomou conta do governo de Durão Barroso.

Não acredito que o Sr. acredite que estas políticas são boas para Portugal.

Não acredito que o Sr. acredite, como afirmou, que a ida de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia seja benéfica para Portugal.

Não acredito que tenha acreditado nas "garantias" que lhe deram, nem que as deseje sequer, porque o Sr. fez o que fez sem sequer saber quem será o 1º Ministro.

Mas acredito no que vi esta noite: um Presidente angustiado, envergonhado, perfeitamente consciente da traição que está a cometer e sabendo que dificilmente dormirá sossegado.

QUAL É O SEU RABO DE PALHA SR. PRESIDENTE?
|

2004-07-09

JORGE SAMPAIO TAMBÉM DESERTOU 

O Presiente Jorge Sampaio é desonesto.

Apresentou-se ao seu eleitorado como sendo de esquerda, falando de democracia, socialismo decmocrático, Europa social, etc.

Mentiras.

Hoje,confessou-nos que afinal é da direita neo-liberal.

Apoiou e aprovou todas as políticas seguidas pelo PSD/PP, e teve mesmo o desplante de as especificar: a política económica, a política orçamental de obcessão pelo PEC (já reconhecido como desadequado e excessivo pela própria Comissão Europeis), a política externa (apoio a Bush, Blair e Berlusconi e à ocupação do Iraque)e a política na Justiça (a privatização da Justiça).

Ignorou frontalmente que estas políticas foram esmagadoramente reprovadas nas últimas eleições europeias.

A partir de agora, perdeu qualquer legitimidade para lhes apontar o que quer que seja, pois exigiu-lhes que mantivessem rigorosamente as mesmas políticas, que considerou boas para Portugal.

Fingindo ser cego e surdo, continua a achar que o actual parlamento é representativo.

Levado até ás últimas consequências - com a coerência de que pomposamente se arrogou - a análise política formalista com que esta noite nos brindou, temos que concluir que ainda que as políticas seguidas até aqui pelo PSD/PP fossem pró-fascistas, mas desde que formalmente "democráticas", ainda assim tomaria a mesma atitude.

Perigosíssimo para a democracia este raciocínio, mas já muito conhecido da História (recorde-se como Hitler "democraticamente" chegou ao poder, através de eleições, e mais recentmente, Bush).

Demagógica e ridiculamente, curvou-se aos interesses dos grandes grupos financeiros e traíu todos os Portugueses que votaram nele por duas vezes.

Afirmou que fez isto por ser o presidente de todos os portugueses. Mas actuou como o Presidente da minoria que votou na coligação no poder.E como presidente da direita do PS que não queria ver Ferro Rodrigues como 1º Ministro.

Felizmente para mim nesta hora, não votei em Jorge Sampaio para Presidente, porque nunca gostei dele, mas solidarizo-me com todos os que ele hoje desiludiu tão cobardemente. Mesmo eu, que sempre o considerei um cobarde choramingas, um democrata de salão monárquico, nunca pensei que num momento como este fosse tão longe em estupidez e vassalagem.

Infelizmente, quando há dias lhe chamei irresponsável num dos meus posts, não tinha razão.

Ele não é apenas irresponsável. Ele é perigoso. Mas julgo que acertei noutra coisa que também disse, e repito agora: a democracia está em perigo.



|

2004-07-05

LOPES JÁ EM CAMPANHA 

Jorge Sampaio ainda não decretou eleições, mas Santana Lopes já está em campanha eleitoral, proporcionada pela RTP1. Judite de Sousa, com ar carinhoso, vai dando as deixas para o discurso que o candidato quer fazer passar. Até agora, registo uma ideia extraordinária: para o povo português votar é um sacrifício. Que chatice, logo de manhã dar com a cara dele e com a de Ferro Rodrigues nos out-doors, quando se vai pôr o puto à escola. Ali está ele, disposto a sacrificar-se para nos poupar a estopada...

É a cobra a vender a própria banha.

Não será capaz de insultar os portugueses que o ouvem de forma menos primária?
|
Arquivo Links Media Blogues

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Recordando Breton
"O mais simples dos actos surrealistas consiste em vir, de revólver em punho, para a rua e atirar ao acaso, tanto quanto for possível, sobre a multidão. Aquele que, ao menos uma vez, não teve vontade de acabar desta maneira com o sistemazinho de envilecimento e cretinização em vigor, tem o seu lugar muito bem reservado nesta multidão, ventre à altura do cano." André Breton